Conversas Vadias Episódio 2 – Agostinho da Silva com Adelino Gomes

Data da publicação: 15 de março de 1990

Tempo de leitura: 2 minutos

Liberdade e destino são apenas duas fantasias.

Não se deve confundir ciência com aplicação da ciência.

Quando o homem cria uma máquina, deverá decidir qual a sua função.

Não creio que a coisa melhor do homem é querer ser normal.

A pessoa nasce em determinadas circunstâncias, sem dizermos se são boas ou más.

É um defeito muito grande que temos aquele de dizer que tais pessoas têm tais qualidades e defeitos. As pessoas têm características. Na verdade, verificamos que os defeitos são aqueles que fazem as boas obras e as qualidades que por vezes a abatem.

Os casos excecionais são todos os que há no mundo. Todos os homens são excecionais.

Todas as Lisas que distem no mundo são exceções. A sociedade é que nos obriga a parecer uns com os outros.

Não precisamos de resolver coisa nenhuma:

Para não fechar a porta ao futuro.
Se resolvermos uma situação é meio passo para criar uma inquisição.

Foram os portugueses a remover o muro do atlântico.

O caos determinado – determinação de olhar um caos que atinja formas claras.

Portugal nasce de uma marca de descobrimento.

Os portugueses inventaram um país numa península.

É preciso que os corpos se apaziguem para que a cabeça possa estar tranquila, limpa e aberta para ouvirmos a voz da deusa – invocar Camões.

Podemos pensar novamente a ilha dos amores.

O capitalismo existe para terminar num ponto em que a economia desapareça.

O homem ser poeta do mundo, para poder contemplar o mundo.

Discípulo Fernando da Costa.

O desporto foi invadido pelo capitalismo.

O perderam a criança em si sem pressão formante. Queriam também que a vida fosse gratuita.

As cadeias também deveriam desaparecer.

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