Conversas Vadias Episódio 10 – Agostinho da Silva com Herman José

Data da publicação: 10 de maio de 1990

Tempo de leitura: 2 minutos

Uma coisa na vida é que não sabemos se uma coisa parece ou é na realidade.

Nunca definir. Porque quando a definimos ela deixa de existir. Mas é alguma coisa – é uma criatividade qualquer que se manifesta.

Damos um nome, mas não sabemos na verdade o que realmente é.

O convite não evita. A convicção é de dentro para fora.

O gato cumpre-se gato. Vê lá se te cumpres como o gato se cumpre.

Evolução da espécie de Darwin vs. várias criações [FM].

A obrigação do homem é voar alto.

Não ficarmos na ideia de que percebemos os sinais da vida.

Evito comer animal – coitado do bicho, que não tem culpa de que eu exista.

Nascer de graça e passar a vida a ganhá-la.

Eu gosto das crianças, especialmente quando não andam nas escolas e quando não são estragadas pela família – quando são espontaneamente livres.

Se a vida fosse apaixonante – se as pessoas estivessem apaixonadas por viver.

A vida para a maior parte das pessoas não presta para nada, é um tormento. É um tormento que por circunstâncias poderiam perfeitamente ser modificadas e não são por motivos de evolução geral.

As escolas deveriam ter duas funções. A da profissão e a da criação.

A minha poesia aparece e eu registo. Apenas.

O consumo é uma droga.

O verdadeiro génio é aquela criança que o foi até ao fim.

Andarmos vivos na vida.

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