Conversas Vadias Episódio 6 – Agostinho da Silva com Alice Cruz

Data da publicação: 12 de abril de 1990

Tempo de leitura: 2 minutos

Estar sempre crítico diante daquilo que se vai admirar. Diante do que se ama não se deve ser crítico.

Não me preocupa se sou amado. O mais importante é que ame a mim mesmo.

É preciso que um grande número de dívidas nos acompanhe.

Há forças na vida que ignoramos. Temos de deixar que aconteçam mantendo em nós a calma.

Nenhuma pessoa tem qualidades ou defeitos – tem características.

O comerciar e o conversar são características de um português.

A palavra comércio em latim quer dizer contacto com e entre pessoas.

Pode ser que haja destino.

Todos os impedimentos que surgiram na minha vida vieram para ajudar.

A raiva moveu-me a fazer o doutoramento.

A minha relação como os meus filhos é uma relação de liberdade.

As pessoas de que eu gosto estão sempre comigo. Por isso não tenho saudades.

Tem de ser tudo ao mesmo tempo – com calma.

Aceitar é tomar para si. Tolerar é dar licença.

Trabalhar por solidariedade é fazer coisas que não gostaria de fazer, mas faz.

Eu nunca trabalhei em poesia. Por vezes surge um poema e eu só o escrevo.

Provavelmente toda a nossa vida é poesia. Tudo aquilo que devemos fazer é poesia.

Ter a coragem de não ter profissão nenhuma – como Fernando Pessoa.

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