Conversas Vadias Episódio 7 – Agostinho da Silva com Cáceres Monteiro

Data da publicação: 19 de abril de 1990

Tempo de leitura: 2 minutos

O místico professor não tem discípulos.

Preciso de 24 horas para ensinar o que for preciso de ensinar.

Lisboa deveria ser a capital dos mares.

As ruas andam comigo.

Antes de construir um edifício é melhor definir o que é que vai viver lá dentro, e se tem ou não utilidade.

Portugal pode tirar o mundo de todas as confusões.

Primeiro descobrir ele próprio (sobre Portugal), em segundo mostrar as suas potencialidades construindo e criando.

Como é que o menino vive a vida e é educado pela vida sem qualquer espécie de escolaridade obrigatória?

Culto do Espírito Santo.

A vida fosse gratuita, que fosse mais aberta.

Eu não vou dizer-vos qual é a alternativa – vão ser vocês que a vão criar.

Deveriam ser os meninos a dirigir o mundo – todos nós ficamos com saudades de quando éramos meninos.

Não existe lei do mercado – existe lei dos mercadores.

Se me cortarem a reforma eu estou disponível para mendigar dos amigos o meu sustento.

Não recebo os direitos de autor – não tenho a certeza de ser o autor de um livro. Que eu escrevi ou dactilografei, estou seguro. Agora, que fui eu que o pensei não tenho a certeza – pode ser que não. Conheço pouco desse mundo do pensamento ou da fisiologia do meu cérebro para garantir que fui eu que pensei – então não me sinto de direito dos direitos de autor [VIP].

A ordem do monge é servir tudo o que lhe cumpre servir. A ordem do militar é cumprir aquilo que tem de cumprir. Eu gostaria muito de poder servir o que precisar de servir e cumprir aquilo de que for encarregue.

O que é vida?

Pessoas
John le Carré
Eduardo Lourenço

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