Deep Work, de Cal Newport

Título em inglês: Deep Work: Rules for Focused Success in a Distracted World
Título em português: Deep Work: A Concentração Máxima num Mundo de Distrações
Nome do Autor: Cal Newport
A minha pontuação: 3 de 5 estrelas
Data de publicação: 5 de janeiro de 2016

Tempo de leitura: 5 minutos

Trabalho Profundo

Atividades profissionais num estado de concentração sem distrações, que levam as tuas capacidades cognitivas ao seu limite. Estes esforços criam novo valor, melhoram as tuas habilidades e são difíceis de replicar.

Trabalho profundo é absolutamente necessário para teres a tua melhor produção criativa. E o esforço mental que o acompanha é necessário para melhorar as tuas habilidades.

Trabalho superficial

Tarefas de estilo logístico, não exigentes cognitivamente, normalmente feitas enquanto distraído. Estes esforços tendem a não criar novo valor no mundo e são fáceis de replicar.

Conforme andamos cada vez mais na direção de uma economia autónoma, deves tornar-te bom a fazer coisas criativas e a aprender coisas novas rapidamente.

A habilidade de fazer trabalho profundo está a tornar-se rara enquanto se torna também mais valiosa. Se conseguires cultivar esta habilidade, tornas-te inigualável na tua área.

De três a quatro horas por dia, cinco dias por semana, deve ser a tua meta de trabalho profundo.

Prática deliberada

Requer: concentrares-te intensamente numa coisa que estejas a tentar fazer ou dominar e receberes opinião rapidamente para te ajustares conforme o necessário.

Para aprender coisas difíceis rapidamente, tens que te focar intensamente sem distrações.

Faz o teu trabalho intelectual difícil durante períodos longos e sem interrupções.

Negócio como Aproximação à Produtividade

Na ausência de indicadores claros do que significa ser produtivo e valioso nos seus trabalhos, muitos trabalhadores intelectuais revertem para indicadores de produtividade industriais: fazer muitas coisas que sejam palpáveis.

Constrói a tua vida de trabalho à volta de criar trabalho profundo o mais possível.

Mede as entradas, horas de trabalho profundo, a contagem irá fazer-se a ela própria se estiveres verdadeiramente focado nos teus projetos mais importantes.

Pessoas que fazem sempre várias tarefas ao mesmo tempo não conseguem filtrar informação irrelevante. São cronicamente distraídos e fazem trabalho irrelevante sem o saberem.

Aprende a ficar aborrecido

Se estás habituado a verificar sempre o telemóvel assim que estás num momento sem estímulos, então o teu cérebro não se consegue focar quando precisa. Tens de aprender a ficar aborrecido outra vez.

Não planeies a produtividade, planeia a distração. Foco e determinação devem ser a norma, não a exceção, ou então será muito mais difícil de te focares quando for preciso.

Deixares ficar-te aborrecido e a ter que esperar é ótimo para treinar a tua concentração.

Tenta “meditação produtiva,” vai dar um passeio, e tal como na meditação de atenção plena, continua a focar-te num problema difícil que tens de resolver. Quando reparares que a tua atenção está a escapar, começa a trazê-la de volta de forma suave.

Treina a tua memória ao aprender a memorizar um baralho de cartas (vê Moonwalking with Einstein)

Objetivos

“A Abordagem do Artesão à Seleção de Ferramentas identifica os fatores principais que determinam sucesso e felicidade na tua vida pessoal e profissional. Adota uma ferramenta apenas se o seu impacto positivo nestes fatores for substancialmente superior aos seus impactos negativos.”

Identifica os principais objetivos de alto nível na tua vida pessoal e profissional. Isto irá ajudar-te a escolher ferramentas, a definir trabalho profundo e a distribuir o teu tempo de maneira apropriada.

Arranja atividades predefinidas para quando tiveres tempo livre que não sejam atividades “más”, viciantes que não queiras fazer, mas que sejam relaxantes. Como escrever, andar, etc. Se não tiveres algo predefinido, irás escorregar e fazer as coisas que não queres estar a fazer.

Menos horas de trabalho oficial ajudam a tirar a carga da semana de trabalho, quando te dás a ti próprio o dia inteiro, gastas mais tempo em coisas que não precisas de fazer (vê Lei de Parkinson).

Três a quatro horas por dia é um bom limite para a profundidade. Quanto menor o número de partes em que conseguires fazer isto, melhor

Para começares a ambientar-te com o trabalho profundo, planeia cada minuto do teu dia. Assim que tiveres uma boa noção sobre como fica tudo quando estiver junto, podes mudar para uma ordem.

Habitua-te a deixar pequenas coisas más acontecerem. Senão, as coisas boas grandes não podem acontecer.

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