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How I Tamed the Voice in My Head, Reduced Stress Without Losing My Edge, and Found Self-Help That Actually Works--A True Story

Escrito por Dan Harris

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...que nós “fervemos em pouca água”, ou que somos “tímidos” ou “tristes” — e que estas são características fixas e imutáveis. Nós agora sabemos que muitas das características que mais valorizamos são, de facto, habilidades, que podem ser treinadas da mesma maneira que treinas o teu corpo no ginásio.

O Ego

- O ego nunca está satisfeito. Não importa quantas coisas nós compramos, não importa quantos argumentos nós ganhamos ou refeições deliciosas que consumimos, o ego nunca se sente completo.

- O ego está constantemente a comparar-se a si próprio aos outros. Faz-nos medir a nossa auto-valorização contra as aparências, fortunas e estatuto social de todas as outras pessoas.

- O ego prospera com o drama. Mantém os nossos velhos ressentimentos e queixas vivos através de pensamento compulsivo.

- Talvez a introspeção Tolleana mais poderosa sobre o ego foi que é obcecado com o passado e o futuro, à custa do presente. Nós “vivemos quase exclusivamente através da memória e antecipação,” escreveu ele. Nós ficamos nostálgicos por acontecimentos passados durante os quais estávamos sem dúvida a ruminar ou a projetar. Nós lançamo-nos em frente para acontecimentos futuros durante os quais nós certamente iremos estar a fantasiar. Mas como Tolle apontou, é, literalmente, sempre Agora.

“Você cria pequenos espaços na sua vida diária onde está consciente mas não está a pensar,” disse ele. “Por exemplo, você respira uma vez de forma consciente.”

“Faça do momento presente um amigo em vez de inimigo. Porque muitas pessoas vivem habitualmente como se o momento presente é um obstáculo que precisam de superar para que possam chegar ao próximo momento. E imagine viver toda a sua vidade dessa forma, onde este momento nunca está bem, não é bom o suficiente porque precisa de chegar ao próximo. Isso é stress contínuo.”

Epstein acertou por completo no meu hábito de procurar pela próxima dentada no meu prato antes de sequer provar o que tenho na boca.

Da melhor forma que a consegui perceber, a principal tese de Buddha é que num mundo em que tudo está constantemente a mudar, nós sofremos porque nos agarramos a coisas que não vão durar.

No entanto, a minha expressão Budista favorita é aquela que eles usaram para descrever a agitação do ego: “mente macaca”.

A teoria do doutor era que, na vida moderna, o nosso antigo mecanismo de lutar ou fugir estava a ser acionado demasiado frequentemente — em engarrafamentos, reuniões com os nossos chefes, etc. — e que isto estava a contribuir para uma epidemia de doenças do coração.

O passo final—“ não identificação”— significava ver que só porque me estava a sentir zangado ou com ciúmes ou com medo, isso não fazia de mim uma pessoa permanentemente zangada ou com ciúmes. O que atenção plena faz é criar um espaço na tua cabeça para que possas, como os Budistas dizem, “responder” em vez de simplesmente “reagires.” No modo de ver Budista, não consegues controlar o que aparece na tua cabeça; tudo surge de um vazio misterioso. Passamos muito tempo a julgar-nos a nós próprios de forma dura por sentimentos em que não tivemos nenhum papel a convocar. A única coisa que podes controlar é como lidas com eles.

O que ele verdadeiramente quis dizer era algo como, “No final de contas, tudo no mundo é insatisfatório e incerto porque não vai durar.” Como Goldstein aponta, nós não vivemos as nossas vidas como se reconhecemos os factos básicos. “Quão frequentemente é que estamos à espera da próxima sensação de prazer de . . . o que quer que seja? A próxima refeição ou a próxima relação ou o próximo latte ou as próximas férias, eu não sei. Nós apenas vivemos em antecipação da próxima coisa agradável que vamos viver. Quer dizer, nós fomos, grande parte de nós, abençoados de forma incrível com o número de experiências agradáveis que tivemos nas nossas vidas. No entanto, quando olhamos para trás, onde é que elas estão agora?”

Isto, como Joseph tinha apontado no seu retiro, é a mentira que contamos a nós próprios durante as nossas vidas inteiras: assim que chegamos à próxima refeição, festa, férias, encontro sexual, assim que nos casamos, recebemos uma promoção, chegamos ao check-in do aeroporto, passamos pela segurança e consumimos um bouquet de Stixs de Açucar e Canela da Tia Anne, vamo-nos sentir bastante bem.

Nós vivemos tanto tempo das nossas vidas a sermos empurrados em frente por estes pensamentos de “quem me dera...” e no entanto a comichão persiste. A busca da felicidade torna-se a fonte da nossa infelicidade.

Por qualquer que seja o motivo, nos meses a seguir a ter acrescentado compaixão na minha prática de meditação, as coisas começaram a mudar. Não tinha passado a ser um santo subitamente nem comecei a exibir extroversão extra virgem, só que ser simpático — sempre importante para mim no abstrato, pelo menos — agora tinha-se tornado uma prioridade consciente e diária. “Louva Allah, mas também amarra o teu camelo ao poste.” Noutras palavras, é bom ter uma visão transcendente do mundo, mas não sejas um idiota.

Quando és ambicioso de forma sábia, fazes tudo aquilo que podes para ter sucesso, mas não te agarras ao resultado — para que se falhares, sejas resistente ao máximo, te consigas levantar, limpar a poeira da tua roupa e voltar à luta. Isso, para usar um termo carregado, é auto-interesse erudito.

“Eu descobri. Um mantra útil nesses momentos é ‘O que é que interessa mais?’” À primeira, pareceu-me ser algo um pouco genérico, mas ao sentar-me com a ideia durante um bocado, eventualmente surgiu como sendo a conclusão, o preceito de reflexão.


 

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