Conversas Vadias Episódio 8 – Agostinho da Silva com Fernando Alves

Data da publicação: 26 de abril de 1990

Tempo de leitura: 2 minutos

O interessante é vadiar muito e conversar pouco.

Não sou caçador de contrários – não sou caçador de coisa nenhuma.

A admiração de si próprio para a construção.

É bom estarmos em silêncio para que a vida fale.

A história do futuro de António Vieira ou a ilha dos amores do Camões são histórias de futuro – ouvir a voz da deusa ou de Deus.

Libertar do espaço ou do tempo -> intuição.

As pessoas estão interessadas em distrações ou drogas (consumismo é uma droga).

Diferença entre trabalho (aquilo que é obrigatório) e ocupação (aquilo que é do nosso gosto).

Futuro = máquinas.

Remeter para a eternidade das coisas -> Homens do século 13 que faziam o culto do Espírito Santo, queriam a via gratuita e o menino não sujeito a nenhuma espécie de disciplina, e que todas as cadeias e provavelmente todos os códigos fossem simples recordação do passado.

Tudo o que é interessante na vida deve ser por opção.

Os portugueses deveriam ter um passaporte para todos os países de língua portuguesa.

Vadiagem é não ter que assinar o ponto.

Gostaria de convidar as pessoas a vadiarem pelo mistério – o mistério que nos cerca de forma completa.

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