Conversas Vadias Episódio 12 – Agostinho da Silva com Manuel António Pina

Data da publicação: 24 de maio de 1990

Tempo de leitura: 2 minutos

O poeta vem do verbo grego que significa fazer, de criar. Poeta é aquele que cria em qualquer área.

Todos nós nascemos com a capacidade de criar.

A vida põe-nos em condições que não permitem que a nossa poesia se exprima.

Criança e criação têm uma relação.

Não me considero autor de coisa nenhuma.

Somos uma antena de ideias.

Poetas são pessoas fortemente intuitivas.

As ideias do meu futuro são baseadas no passado (ideias do século XIII).

A posição geral de achar que cada homem no mundo, por mais miserável que apareça, por mais desprezível que pareça, pode ser musa disfarçada.

Sobretudo fugir do poder.

Os portugueses inventaram-se a si próprios.

Em muita coisa da vida, a razão efetivamente funciona. Quando chegamos ao fundamental, eu quero ver como se usa a razão – não se usa coisa nenhuma porque o fundamental vai ser um dia alguma coisa perfeitamente indefinível, porque tem de ter tudo, ter o mundo todo.

O importante é estar atento às ideias novas que vêm dos outros. Nunca julgar que aquilo em que se acredita é efetivamente a verdade. Fujo da verdade como de tudo.

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