Conversas Vadias Episódio 5 – Agostinho da Silva com Baptista Bastos

Data da publicação: 5 de abril de 1990

Tempo de leitura: 3 minutos

Eu só tenho é saudades do futuro.

Ceara nova – movimento.

A política vem da polis – tudo o que se passa numa cidade.

A cidade tem de se transformar através de fazer coisas – um exemplo disso são os descobrimentos – versus escrever textos e artigos.

Fazer é mais importante do que declamar, do que a teoria.

Tanto a república quanto a ditadura foram copiadas de outros países.

Eu não fui vítima do fascismo – fui favorecido (foi graças a isso porque vi o mundo).

Voltar áquilo que é a cultura de Portugal.

Considero-me uma pessoa que tenta ser o mais simples possível, que deixa que a vida lhe traga os problemas, que ele vai tentar resolver se puder.

Não tenho feito mais nada do que se não repetir – Pessoa, Camões, António Vieira, século XIII, etc.

O capitalismo é a guerra do homem contra homem – a tentativa de inventar um lápis melhor do que o que o outro criou para poder ganhar lucro com isso.

Vida gratuita através dos computadores e das automações.

Há uma maneira de viver e de contemplar o mundo de uma maneira perfeita e colher a beleza do mundo, a voz da deusa.

Há que aprender a esperar que a vida nos venha ensinar e que nos incite.

Marx, Freud e Einstein – judeus que mudaram o mundo na Europa central.

Recomendar aos alunos para não pensar muito – é uma boa ideia deixar de pensar para deixar a voz da deusa entrar.

A cabeça é uma máquina que deteta ideias versus pensa em ideias.

É uma pena haver horas.

Movimento – http://searanova.publ.pt/-> o problema é que ficaram pela escrita e não pela ação.

Nomes mencionados:
Afonso Duarte
Teixeira de Pascoaes
António Sérgio – https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_S%C3%A9rgio
Raul Brandão

Aquilino Ribeiro
Castelo Brancos Santos
Filósofo Espinoza
Raul Proença
Afonso Costa – anterior a Salazar

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