Cripto para iniciantes

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As moedas criptográficas estão prestes a alterar o mundo como o conhecemos. Basta pensar no exemplo da Uniswap, que permite a troca de criptomoedas. A particularidade é que qualquer pessoa, em qualquer local, pode trocar estas criptomoedas, de forma anónima e incensurável, já que não há intermediários.

Isto abre outras possibilidades para além do mundo financeiro. Este tipo de tecnologia pode revolucionar o modo como se trabalha. Imagina que uma empresa precisa de alguém para uma tarefa específica (programação em Python, por exemplo). Através de algo semelhante, alguém com as capacidades necessárias para o trabalho se pode candidatar, esteja onde estiver e sem que a sua identidade e localização seja revelada. Sem intermediários. Imagina um modelo como a Amazon, mas numa base como a da Uniswap, em que um cliente avalia o que tenho á venda, envia-me o dinheiro e eu lhe envio o produto. Sem intermediários. Isto pode-se aplicar a redes sociais, ao governo, e a muitas mais áreas. Aliás, muitas destas ideias estão já a ser implementadas, de uma forma ou de outra.

Na verdade, ainda existiria um intermediário, que seria a plataforma em si. Mas seria um intermediário descentralizado. E o que é que significa isto? Significa que o papel de um intermediário tradicional, todos os seus dados, seriam agrupados numa base de dados e de acesso livre ao público, que depois poderia, por exemplo, fazer uma decisão de compra mais informada, no caso de uma plataforma de compra e venda. Algo assim conseguiria revolucionar a forma como vivemos, afetando não só experiências de compra, como o próprio sistema bancário.

É claro que existem problemas evidentes com estas soluções. Para começar, um intermediário como a Amazon é muito útil na resolução de disputas. Outra questão seria a segurança. Afinal, nos tempos iniciais das criptomoedas, qualquer pessoa que roubasse o meu acesso estaria a roubar as minhas criptomoedas, ou documentos importantes que eu tivesse guardado. Mas hoje, isso já não é bem assim: existem intermediários que ajudam a manter a segurança, tal como no “mundo real”, com a diferença de que apenas os usa quem quer, mantendo-se os preços destes intermediários baixos devido á variedade de opções. Assim, seriam introduzidos intermediários apenas nos locais em que fazia sentido, e apenas e o utilizador em questão o quisesse.

É claro que a transição para um mundo descentralizado trará os seus problemas, especialmente a início. Coisas como a pirataria poderão tornar-se comuns, por exemplo. Uma pessoa pode muito bem publicar conteúdos de outras e ninguém a pode fazer parar, já que manterá a anonimidade. Não te sei dizer qual é a solução. Mas a transição para a descentralização podem ajudar a distribuir os frutos de um bom trabalho por todos os envolvidos, de uma forma mais justa que a atual centralização permite.

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