Nós somos bananas

Tempo de leitura: 4 minutos

Quando eu era novo, era bastante comum para qualquer outra criança me chamar de “banana”. De onde eu sou, o norte de Portugal, é bastante comum dizer a alguém que são um banana se o quiserem ofender.
És um banana.
Porquê? Porque é que fazemos isso? De onde é que veio? Porque é que me chamam de banana, e não de pera? Porque é que eu sou chamado de banana e não de laranja? A minha intenção nesta publicação de blogue é tentar desvendar este mistério, o porquê de chamarmos bananas uns aos outros; também quero revelar algo que apenas descobrimos recentemente.
“O que é,” perguntas tu? Boa pergunta. E se eu te disser que na Angry Ventures, nós somos bananas? E se eu te disser que um humano não é tão diferente de uma banana? E se eu te disser que existe um tipo de fórmula mágica para comer bananas e que nos pode ajudar a transformar a maneira em que observamos, pensamos e compreendemos?

Vamos lá?

Primeira prova – Humanos partilham 50% do ADN com bananas

Como a minha primeira prova, eu sugiro que olhemos para um facto científico. Quando não queremos que ninguém desafie aquilo que estamos a dizer, o que é que usamos como justificação? Nós usamos o cliché de “Está provado cientificamente”, certo? – Também conhecido por “Não podes desafiar isto porque nós pagamos a um laboratório para nos dizer que era cientificamente provado.” Foi isso que eu fiz. O facto científico que trazemos como a primeira prova é que foi descoberto que humanos partilham mais do que 50% do seu ADN com bananas. Muitos dos genes “reguladores” que são necessários para funções básicas celulares, tal como replicar ADN, controlar o ciclo celular e ajudar as células a dividirem-se são partilhados entre muitas plantas (incluindo bananas) e animais. A primeira prova pode trazer assertividade e credibilidade ao conteúdo da minha publicação de blogue que diz que somos de facto bananas, certo? Não. Eu acredito que as nossas mentes ainda têm dificuldade em acreditar que somos semelhantes a bananas. Nós precisamos de mais provas.


Segunda Prova – O Princípio Banana

Eu sugiro que comecemos a analisar a segunda prova através de um vídeo que descobrimos online, por Anne Warfield, sobre a ciência por detrás da ação de comer uma banana.

O que Anne Warfield apresenta no seu vídeo é a questão do porquê de abrirmos a banana da maneira que o fazemos.

Como Anne declarou, eu diria que grande parte das pessoas abre a banana a partir deste lado:

Porquê?

Como ela aponta, por repetição. Por imitação. Nós observamos sempre outras pessoas a abrir a banana desta maneira, e nós copiamos. Nós recebemos este ensinamento por imitação. Mas e se houvesse outra maneira de descascar a banana – gostarias de aprender sobre ela? Eu aprendi.

E se, de facto, tudo aquilo que fazemos é feito por imitação? Todos os nossos hábitos – aprendidos através das pessoas à nossa volta. E se houver uma maneira diferente de fazer as coisas? Não deveríamos nós ter a habilidade e talentos para as estar sempre a questionar? Eu diria, mais do que o negócio central onde a Angry Ventures está – o que realmente é a essência da organização é a habilidade de colocar coisas em questão. Portanto, como minha segunda prova eu sugiro que fomos programados com um conjunto de crenças e nós modelamos as nossas vidas de acordo com aquilo que vemos, imitando-o. A mesma coisa acontece com as bananas. Toda a gente, de fora para dentro, tenta modelar a banana que somos ao tentar “fazer-nos abrir” da maneira errada. Nós temos outra maneira de nos “abrirmos”? É isso que tentarei sugerir com a última e final prova.

Terceira Prova – Na Angry Ventures, nós somos bananas

Não, não fomos nós que produzimos a espetacular campanha da Chiquita:

Algumas ações de campanha, espalhadas em Londres em 2018:

O que eu quero mostrar com esta prova é que – para começar – na Angry Ventures, o primeiro tipo de fruta que fica esgotado são sempre bananas.

E que tal na tua casa? No teu escritório? Pensa sobre isso. Existe uma elevada probabilidade que o primeiro tipo de fruta que se esgota são as bananas.
Nós começamos a pensar sobre isso como o Princípio Banana da Angry: as bananas vão-se sempre primeiro, as laranjas em último.
Não é por causa da fruta em si. Um psicólogo poderá dizer que é por causa da natureza humana; um designer poderá dizer que é por causa da usabilidade.
E desta maneira, nós chegamos à conclusão de que na Angry Ventures, nós somos bananas. Porquê? Tal como as Bananas, nós vamos sempre em primeiro.

Porquê esta publicação de blogue? Eventualmente, porque tu arranjaste uma banana – e ainda não percebeste o porquê. Ora aí está. Só para dizer que na Angry Ventures, nós vamos sempre em primeiro.

Podes subscrever a minha newsfeed aqui.
Também poderás gostar de ler: Um NDA para ideias? Não obrigado!