Olá! Posso dar-te umas opiniões?

Tempo de leitura: 3 minutos

Há muitas coisas que não aprendemos na escola e que as pessoas dificilmente nos podem ensinar. Uma dessas coisas é como dar e receber opiniões. Existe uma fórmula? Existe um método? Bem, de facto, há muitos e não podemos dizer que não funcionam. Pelo menos, em teoria. Ao longo do tempo, apercebi-me que grande parte dos seres humanos não têm a capacidade natural de dar opiniões sem magoar ou insultar os sentimentos ou pensamentos de quem ouve.


Colocando-me numa posição arrogante, eu posso dizer que grande parte das vezes, as opiniões que recebo são muito fracas – não que eu seja um perito ou um mestre neste tópico. De facto, nem estou a dizer que seja o melhor ouvinte. Mas o que eu estou a dizer é que as pessoas sentem-se tão desconfortáveis a dar e a receber que grande parte das vezes o que elas dizem não é mais eficaz do que um comentário do dia-a-dia.

E porque é que isso acontece? Porque é que as pessoas têm tanto medo de opiniões? Na minha opinião é devido ao facto que tendemos a categorizar opiniões em duas grandes categorias: boas ou más. Se a opinião é positiva, toda a gente está feliz e estamos bem com isso. Apesar disto, temos medo de o dizer porque as pessoas podem tornar-se convencidas ou algo assim e nós não queremos isso. Por outro lado, quando a opinião é negativa podemos magoar alguém. Está provado que opiniões negativas têm um maior impacto no ouvinte do que opiniões positivas.

Como quase tudo na vida, opiniões também se tratam de confiança e aceitação. Acima de tudo, eu acredito que não existem opiniões boas ou más. Opiniões são apenas opiniões e devemos estar dispostos a dá-las ou a recebê-las sem ficarmos ressentidos ou convencidos. Mais do que uma ferramenta de trabalho, opiniões fazem-nos avançar nas nossas equipas enquanto constrói coisas que vão além do que é visível e do que é produtivo.

Com a sua ajuda, nós tornamo-nos melhores e aprendemos a ser amigos com a pessoa ao nosso lado. E por favor repara que eu usei a palavra “pessoa”, em vez de “trabalhador”.

Como é que eu dou e recebo opiniões?

A minha intenção com esta publicação de blogue não é ensinar a arte de dar e receber opiniões. Quem sou eu para fazer tal coisa? De facto, a minha maior motivação é apresentar a minha opinião sobre o tópico e questionar os meus próprios pensamentos. Não estou à espera de chegar a qualquer conclusão sozinho, mas espero que juntos consigamos chegar perto de uma. Quando lá chegarmos, vamos questionar-nos mais uma vez e vamos ficar ainda mais perto de outra coisa qualquer. Vamos repetir o processo até…bem, sempre.

Portanto, quando eu peço por opiniões eu normalmente: Peço por elas, claro. Escuto. Eu não ouço. Eu escuto. Observo. Eu não olho. Eu observo. Tento não me justificar. Dependendo da opinião, eu não discuto e peço por algum tempo para refletir sobre ela. Eu agradeço.

Quando eu dou opiniões, estas são as coisas que eu normalmente faço ou pelo menos tento fazer: Eu reparo se nesse dia é confortável para outra pessoa receber opiniões. Eu pergunto-lhes se estão disponíveis para eu lhes dar as minhas opiniões. Eu tento fazê-lo um para um. Eu escuto. Eu não ouço. Eu escuto. Eu observo. Eu não olho. Eu observo. Eu tento colocar-me no outro lado. Todos os humanos fazem o que fazem por uma razão. Eu tento perceber porque é que o fizeram daquela maneira. Eu digo “obrigado”.

Agora que acabamos, eu gostaria de pedir a tua opinião sobre esta publicação de blogue. Por isso podes dar-me a tua opinião? Eu agradeço antecipadamente!

Podes subscrever a minha newsfeed aqui.
Também poderás gostar de ler: Feedback – a arte de iterar