É boa ideia testar o meu produto com família e amigos?

TOP DOWN – Resposta Curta
Testar com família e amigos é muito arriscado. Se na tua família a tua avó te acha a pessoa mais gira da família e que cada vez estás mais bonito (é o que acontece no meu caso), explora ferramentas e técnicas de teste com pessoas que não sejam da tua família. Procura os cépticos.

Resposta Longa
Eu acredito que o segredo está em descobrir e perceber o que estamos a tentar aprender. Testar é aprender. Não é desenvolver, criar, lançar. É aprender. Novamente, é aprender.

Para que perguntas sobre produto ou negócio procuras resposta?

Geralmente, é melhor recrutar pessoas que coincidam o mais possível com o teu segmento de clientes.
Para descobrires questões de pesquisa acerca das necessidades, motivações, hábitos, etc., do teu segmento de clientes, deves estudar os teus próprios utilizadores (ou potenciais utilizadores).

Para que perguntas sobre produto ou negócio procuras resposta?

Geralmente, é melhor recrutar pessoas que coincidam o mais possível com o teu segmento de clientes.
Para descobrires questões de pesquisa acerca das necessidades, motivações, hábitos, etc., do teu segmento de clientes, deves estudar os teus próprios utilizadores (ou potenciais utilizadores).

Para questões básicas de uso (Será que as pessoas entendem o meu produto? Conseguem completar tarefas? Será que esta é a customer experience certa?) consegue-se sempre obter dados úteis testando família e amigos, desde que estes tenham características em comum com os teus utilizadores alvo. Se esperas que os teus utilizadores alvo tenham conhecimento ou experiência específicos em Linux ou smartphones ou AirBnB ou falam Malaico, ou o que quer que seja, então a tua amostra de pessoas teste também os devem ter. De outra forma, arriscas a enganar-te a ti mesmo.

Testar com as mesmas pessoas repetidamente nunca é uma boa ideia.

Novamente, tudo depende do que estás a tentar aprender.

Se formos para a usabilidade, a ideia por trás dos testes é perceber a probabilidade de os utilizadores encontrarem certos problemas. Se os utilizadores representativos têm algum problema, há boas hipóteses de os outros também o terem. A usabilidade melhora-se identificando problemas, fazendo pesquisa, melhorando o UX/UI e voltando a testar. Novamente, tudo será posto em causa se testares sempre nas mesmas pessoas – especialmente se estas não forem representativas.

Ok.

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Não conheço ou tenho pessoas próximas de mim que me possam ajudar com este feedback. Nestes casos, recomendo que se explorem ferramentas e técnicas de teste à distância. É bastante fácil recrutar malta de testes e conduzir entrevistas ao vivo através do Skype, Slack ou Hangouts. Se estás a testar produtos ou mvp’s móveis, podes pedir aos participantes que apontem as webcams dos seus portáteis para os seus ecrãs móveis. Ou que experimentem ferramentas como o usertesting.com para testes móveis ou de computador.
Encontrar potenciais clientes reais dá muito mais de trabalho do que mostrar a última novidade à família e amigos (Vão achar um máximo!! 🙂 ). Mas no final, a tua pesquisa terá muito mais utilidade.

Novamente, eu acredito com todas as minhas forças que o segredo está em descobrir e perceber o que estamos a tentar aprender. Testar é aprender. Não é desenvolver, criar ou lançar. É aprender. Novamente, é aprender. 🙂

 

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